sexta-feira, 1 de abril de 2011

Amor.


Amor. Sentimento, transe, estado. É tão complicado definir, esse, conhecido popularmente como sentimento, mas que pode ser considerado um transe por estarmos desligado do mundo, ou estado, sua alma fica de uma forma dessemelhante por conta dele.
Como um teatro, é cheio de peças, das quais paixões são acaloradas e logo esquecidas, amores infindos, que duram até a morte, cumprindo a promessa dos votos, e aqueles não correspondidos, platônicos ou como conheçam, e nesse creio que muita gente tem experiência. Há aqueles felizardos, que ganham na roleta da sorte, e saí vencedor por achar um mútuo, contudo em todo jogo ganha um jogador por vez, ou uma minoria, o que é de praxe, e sempre ficamos no aleatório, esperando que nossa vez chegue, que consigamos ganhar aquilo que queremos, mas é quase impossível, muito tempo a se perder numa incerteza.
Porém chegamos à outra incerteza, se o amor é mesmo um jogo de sorte como dizem, por que não conseguimos desistir? Será o vício tão forte? Talvez o amor seja um jogo, todavia ele é complexo demais para só ser definido assim, ele é intrasferível, imutável, sublime e doloroso. Ele se torna tão vital e é tão essencial, inclusive para nosso bem, que não deve se considerar um vício, uma vitamina necessária talvez, algo como fome, do qual o organismo reage e nos obriga a saciar o estômago.
É tão filosófico o amor, e tão natural, uma pergunta incógnita que talvez não tenha resposta, o único jeito de desvendá-lo é simplesmente vivendo.
A sensação é tão intensa, quando renovados por ele, que é como se um mar de águas arrebatadoras nos submergisse, como se o corpo dissesse “ainda estou vivo, há um coração que bate”, e o metido açoita tanto que parece querer se mostrar para pessoa da qual quer atenção. Incontrolável, o amor subitamente vem e só vai quando quer, não adianta contar até dez, pedir pra não sentir, o impacto tsunâmico é irreversível. E as conseqüências, essa parte é engraçada: choradeira de felicidade ou tristeza, pulos, puxar a gola da camiseta, ter crises de soluços estranhos, bater palmas... O duro é quando vem tudo de uma vez. Aquele frio horrível na barriga que ao mesmo tempo trás prazer, aquele nó na garganta, aquele imã te puxando a pessoa, tudo isso é sinceramente incrível.
Toda forma de amor é válida, amor correspondido que é bem satisfatório, amor longínquo que é uma dádiva e até amor platônico, oras, se você sente o amor pode se considerar privilegiado, você é capaz de amar, quer felicidade maior que essa?
Amor, o divino, o puro, o legítimo antinatural, amor de pai, mãe, filho, irmão, amigo, amor do reino animal, há existente coisa mais linda do que ver seres inocentes demonstrarem pra muitos que se consideram humanos o valor do amor? Esse sentimento que entorpece seres faz parte de cada um, cada coração unido por esse belo estado, todos envolvidos neste transe unidos em uma corrente única de afeto, na gostosa sensação de ser amado e amar, no saber de ser único e ser amado pelas suas diferenças, estar nessa jogada que o prêmio é simplesmente e esplendidamente o AMOR!

O que é amor para você?

Heliaz dos Santos Shauon.

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