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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Perfeição.



Preciso impor minha personalidade diante das pessoas, posso parecer forte, mas ainda me grudo nos estereótipos. Antes de todos, eu me julgo, me critico, me obrigo a fazer coisas que na verdade não condiz com minha reputação.
Prefiro sair “impecável” em roupas e cabelo do que mostrar quem sou realmente, coisa realmente inexplicável. Luto contra tudo isso, contudo há uma busca maior dentro de mim, uma ânsia de apurar o destino, de tirá-lo de sua função e considerá-lo incapaz.
Tenho tanto apego ao físico que meus sentimentos não fluem direito, sou tão enojado comigo mesmo, tão insatisfeito, inseguro. Chego ser insuportável a mim, minha cadeia de chumbo me prende e grilhões de formalidade me impedem de ser livre.
Esse futuro incerto que me trouxe até aqui me deixou assim. Conheci tantas pessoas estranhas, que roubaram parte de mim, que às vezes culpo o destino de não ser acaso.
Súplicas são transformadas em simples silêncio, não há como descrever, desabafar. O desejo é tão venenoso que nos impede de ver que a naturalidade não funciona assim, é uma troca de respostas, onde, se erro, vem a mim outra resposta insatisfatória. A natureza não pergunta, ela faz, e ao adaptarmos a isso veremos que ela funciona plenamente bem e abre-nos os olhos de que o destino é o certo a se acreditar. Perguntas respondidas erroneamente fazem mal, não cruze os braços, mas abre-os em sinal de rendição ao Universo, a Deus, ao Destino, a Natureza, ou a qual for o nome da Perfeição!

Heliaz dos Santos Shauon.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Dadaísmo? Nada tem a ver com cavalos!


Olho no espelho e a lagartixa emerge dos confins para me dizer que não estou bem assim. As olheiras estão marcadas e as rugas começam a dar as caras, triste mudança.
Mirabolantes pensamentos rodeiam meus pensamentos e um tipo a lá espectro infiltra nas linhas das amarguras, gruda-se como chiclete em dentadura velha, louco para roubar a energia cósmica dos campos paranormais, inventados por pessoas que não tem o que fazer da vida.
Esses bobões acham que é Deus, vão pro inferno, grande ordinários, hilários, cicários, sacrificaram suas vidas em prol de asneira.
E você pergunta como consigo a minha luz e as minhas tecnologias? Ora, essa é fácil, um ser mágico faz tudo pra mim, eu sempre vou poder, tenho poder do próprio poder, sou ninja.
Craque das beldades, nada que uma cor artificial não faça valer à pena, glúteos definidos e barriga engomadinha são sensação, desse jeito posso ganhar tudo que quero, ser poderoso e subliminar as cabeças das pessoas.
Mundo, viva intensamente, sempre seja corajoso e de bem com a vida, seja você mesmo e não desaponte o seu próximo.
Se papai Noel existe, por que não pensar positivo e brincar um pouco?
Dadaísmo? Nada tem a ver com cavalos, procure e ache respostas.
Louco só é quem busca beleza em si mesmo.
Somos aliens da via láctea, transitando numa bola imensa chamada Terra.

Heliaz dos Santos Shauon.

sábado, 11 de junho de 2011

Cruzes.


Cruzes. Para todos os lados dá para enxergá-las, despontando de ombros calejados e feridos pelo destino cruel. São feitas por mãos de ferros e línguas charlatãs, que por diferenças mínimas são usadas para calar uma minoria.
O exército vem com armas de ponta e astúcia do mal, corajosos mal-feitores, horríveis hipócritas.
O mar dos prazeres é enfim aberto, e as regras julgadoras são lançadas a fim de aprisionar os gananciosos. Esses por sua vez agarram de corpo e alma tudo o que lhe oferecem e obedecem a absurdas contradições de si mesmo para terem o que querem. Mas realmente, o que essas pessoas mais temem é a morte, e o que mais almejam é o prêmio que lhe oferecem sem ao menos possuí-lo, o dom da vida eterna, e nesse emaranhado de petições e mentiras o abandono é inadmissível e sua conseqüência é irrevogável.
Essas pequenas verdades em volta de grandes mentiras transformam pessoas, retira seus sonhos e as tornam incrivelmente iguais, e quem é diferente punido é por apenas ser ele mesmo.
Eles esquecem que existiu um diferente, um indivíduo peculiar e único que apesar de não fazer diferença entre pessoas sabia reconhecer cada um da maneira como esse é. Eles olvidam que existiu um ser amoroso e comedido em suas palavras que pediu para que os que cressem nele seguissem seus passos. Ele nunca pediu que o imitasse, que é bem diferente de se espelhar, ele queria simplesmente que as pessoas fossem justas, amorosas e pacíficas, queria tirar o mau julgador de suas bocas e colocar o bem acolhedor no lugar. Eles não seguem o Jesus que pregam, e naquele dia posso vê-lo dizendo que não conhece essas pessoas apesar de terem lhe dirigido palavras várias vezes. Eles deixaram no fundo da memória a face do mau e o segue sem culpa por conta disso, fazendo as cruzes que vemos por aí, as cruzes da opressão, do medo, da angústia, do ódio, da morte de almas...

Heliaz dos Santos Shauon.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

O Poder em minhas mãos.


Serei mágico. Serei capitão. Serei padre. Serei fanfarrão. Serei alegre. Serei Baltazar. Serei uma febre, Navio em alto mar.
Serei rei. Serei bem feitor. Serei o vilão. Serei o amor. Serei a tristeza. Serei João. Serei um carro, na contramão.
Serei mendigo. Serei o maioral. Serei a luz. Serei Rouxinol. Serei a bravura. Serei Lara. Serei a pena, que livremente ao vento vaga.
Serei animal. Serei canibal. Serei inteligência. Serei racional. Serei a frieza. Serei Lazarar. Serei a miragem, que na exaustão há de estar.
Serei mãe. Serei o afeto. Serei o longe. Serei o perto. Serei o infindo. Serei Marta. Serei o avental, que a tudo suporta.
Posso ser você, posso ser eu. Posso ser um foguete, posso ser seu. Posso tudo, até o nada, escritor sou e me orgulho, o futuro é promissor eu lhe asseguro. Sou letras, palavras, sou Maria e José, sou a água a terra, o que você quiser. Nesse texto expresso quem sou, mas não sou esse, sou a vida, sou a mente, o coração que deleita nas escritas, que passa ao papel o que sente. Só não posso ser na realidade da vida, o amor que queria, mas em um dia começou então isso terminará um dia.

Ter a honra de amar essa expressão nobre da escrita é a minha vida, agradeço a DEUS, ao Universo, por esse dom maravilhoso, dom único, dom de entendimento universal.

Heliaz dos Santos Shauon.

Desejos ao Universo!


Joguei as cartas, fiz os pedidos, entreguei meus sonhos e enviei meus desejos há um existir infinito.
Minhas angústias foram esquecidas. Meus problemas são conseqüências, mas de agora em diante espero diminuí-los a quase zero.
Luzes a dimensões me cercam, piso em estrelas que mostram um caminho mais perfeito, sendo mais exato, “o caminho melhor a se seguir”. Essa escuridão nunca se torna completa, pois a esperança é a luz que me guia, a fé é algo que se torna efetiva em minha vida e é indispensável para a minha saúde espiritual e física.
Esses reflexos do Eu paralelo se dá ao eu de agora, o Eu visível. E esses emaranhados de Eu’s que se formam são consequências de tanta complexidade de mim mesmo. Cada Eu e seu desejo, cada mim e suas formas, cada sou e seus trejeitos, cada quero e suas recompensas.
Extremamente diferente do que poderia imaginar é essa experiência que vivo, pode me chamar de sonhador, iludido ou alucinado, porém todo dia é melhor que o outro, as surpresas do Grande Destino são enormemente adoráveis, deixe seu espírito trafegar pelo infinito, deixe sua alma sonhar a vontade e desejar os sonhos, se na realidade ainda não existe, sonhe, eles se tornam realidade, basta entregar os seus desejos ao Universo!

Heliaz dos Santos Shauon.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Conto: Até onde vai esse ódio?


... – Vamos tomar um ar? – perguntei a Roberto, meu amigo de balada. Ah, tinha que contar o que havia acontecido, a felicidade tamanha devia ser exposta – conversar? Preciso muito falar com você.
- Que isso Venâncio, a balada mal começou, depois você fala – ele insistiu pra ficar mais já na porta do estabelecimento, eu o forçava para que fosse comigo – vamos curtir!
- Ah, mas é importante – eu argumentei – vamos dar só uma voltinha na quadra, já voltamos!
- E aquele gato que tava com você?! Meu amor, homem igual aquele não cai do céu, deixar aquele deus grego embolorando, outro mofinho vem e pega, helloooo! – ele tentou me convencer, gesticulando exageradamente como sempre.
- É sobre isso Beto, vamos dar a voltinha – peguei-o pela mão, forcei-o a vir comigo até ele ceder, e fomos andar. Saímos, e pus-me a falar – ele me pediu em namoro!
- Sério?! E o que você tem na cabeça? Minhoca? – ele olhou pra mim indignado.
- A, não sei, ele é lindo – andávamos devagar, Beto um tanto contrariado ainda – mas ainda falta algo.
- Ai ai ai, você! Nâncio você é lerdo, se aquele não for o príncipe encantado, com aqueles brações, corpo escultural e cara de anjo, eu não sei o que é – eu sentia ali um pouquinho de inveja e fúria, por eu poder aquele homem em minhas mãos e esnobá-lo.
- Acho que ele é demais pra mi... – Beto fez um basta com as mãos, me interrompendo.
- Olha, se ele está interessado é porque te acha à altura dele, e outra, se você ficar nessa ninguém vai te querer, seja alto astral, você é bonito, inteligente, se valoriza! – ele concluiu.
- Você acha que devo aceitar então? – eu queria que ele me dissesse ao contrário.
- Claro! Toda pessoa não é pra você, para com essa mania de inferioridade e deixe rolar – respondeu irritado.
- Ok, tudo bem, vou aceitar, mas se não der certo a culpa é sua – tentei alertá-lo.
- Se não der certo não deu! Oras, nem tudo é para sempre – chacoalhou a cabeça e indignação.
Íamos calmo pela rua, dando a volta na quadra. Mais a frente havia uma multidão que se aglomerava em frente a um palanque, era época de política, por isso pensei que era mais um desses aí prometendo a cueca e a calça. Contudo, ouvindo bem, era parecido com um culto evangélico, até que discerni o que eles estavam dizendo.
“... O mundo está munido de imoralidades, o homem ceifa o que colhe, oremos para que Deus venha limpar nossa sociedade de tamanhas barbaridades...”
- Viu?! Somos as imoralidades que eles pregam, me dá nos nervos as pessoas nos julgarem por sermos assim, pagar nossas contas ninguém paga, agora criticar todos critica, vamos voltar – Beto não gostava que criticassem a condição dele, na verdade eu também não, todavia era mais relevante, na verdade é difícil viver em um mundo onde não te aceitam como pessoas de verdade, não reconhecem sua personalidade e seus pensamentos, julgam ser tudo obra do diabo, reprimindo assim tudo que acreditamos, vivemos e pensamos.
Mas o destino iria nos dar mais uma prova do quanto às pessoas odiavam-nos, ao virarmos uma esquina, entramos em uma ruazinha tranquila, de paralelepípedos, e era ali, eu e Roberto nos esquecemos, o refúgio de um grupo anti-gays. Caímos como ratos na ratoeira.
Não me lembro se eles disseram algo ou não, só sei que na metade do caminho eles nos surpreenderam, eram muitos, dezenas, pra mim uma multidão, pessoas desorientadas, tiradas de seu estado de sanidade, veio ao nosso encontro, àqueles olhos vermelhos como brasa, cheio de fúria e sede de sangue. Eu me lembro de ter gritado “Roberto, corra” saindo em direção contrária deles, senti um objeto pesado contra minhas costas, não pude saber o que era, na hora não doera, eu não pensava nada, só vinha em minha cabeça fugir dali, daquele lugar, me abrigar em um recinto seguro. Ouvi gritos, xingamentos embaralhados que não pude distingui-los, passos ao meu encalço, e o pior, pedido de socorro de Roberto. Aquelas lamúrias nunca mais sairão da minha memória, eu fui culpado de sair da balada, de entrar na rua com ele, eu não fui salvá-lo, eu sempre irei me culpar, sempre.
Corri o trajeto de volta até a balada, meu coração não batia, ele gritava, meu peito doía, minha caixa torácica parecia que viria a explodir, não conseguia mais reunir ar. Foi quando avistei o segurança, gritei sabe Deus como, “SOCORRO, PEGARAM ROBERTO, CHAME A POLÍCIA”, ele veio ao meu encontro e depois disso não vi mais nada, minhas pernas cederam ao nervosismo e cansaço, desmaiara.
No velório o caixão fora lacrado, tamanha era a deformidade de Roberto, quem o viu depois do ocorrido, quem teve realmente coragem de mirar ele, dissera que estava nu, com a pele toda cortada e roxa, um olho para fora, dedos atorados, uma horrível morte para alguém que apenas buscava sua felicidade e um mundo igualitário e melhor.
O mundo nunca terá espaço para todos, enquanto você acreditar que não somos iguais, enquanto você finge não ter preconceito, contudo é minado de ódio, enquanto você achar que nós precisamos de mudança. Quem deve decidir mudar é o indivíduo, e não as pessoas que o rodeia, se ele é feliz do jeito que nasceu, deixe-o viver assim. Você pode não acreditar, mas pode ser responsável por matar sonhos, frustrar corações, deixar órfãs famílias, assassinar mais uma alma esperançosa para viver!
Seja solidário, seja humano, respeite, não julgue!

Esta história é fictícia, mas podia acontecer com qualquer um, pense você ser massacrado, agredido por apenas ser diferente da massa? Você deseja isso pra si mesmo? Se não, por favor, não deseje pra ninguém, nós não merecemos o seu ódio ou julgamento.
Muito grato.

Heliaz dos Santos Shauon.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Amor.


Amor. Sentimento, transe, estado. É tão complicado definir, esse, conhecido popularmente como sentimento, mas que pode ser considerado um transe por estarmos desligado do mundo, ou estado, sua alma fica de uma forma dessemelhante por conta dele.
Como um teatro, é cheio de peças, das quais paixões são acaloradas e logo esquecidas, amores infindos, que duram até a morte, cumprindo a promessa dos votos, e aqueles não correspondidos, platônicos ou como conheçam, e nesse creio que muita gente tem experiência. Há aqueles felizardos, que ganham na roleta da sorte, e saí vencedor por achar um mútuo, contudo em todo jogo ganha um jogador por vez, ou uma minoria, o que é de praxe, e sempre ficamos no aleatório, esperando que nossa vez chegue, que consigamos ganhar aquilo que queremos, mas é quase impossível, muito tempo a se perder numa incerteza.
Porém chegamos à outra incerteza, se o amor é mesmo um jogo de sorte como dizem, por que não conseguimos desistir? Será o vício tão forte? Talvez o amor seja um jogo, todavia ele é complexo demais para só ser definido assim, ele é intrasferível, imutável, sublime e doloroso. Ele se torna tão vital e é tão essencial, inclusive para nosso bem, que não deve se considerar um vício, uma vitamina necessária talvez, algo como fome, do qual o organismo reage e nos obriga a saciar o estômago.
É tão filosófico o amor, e tão natural, uma pergunta incógnita que talvez não tenha resposta, o único jeito de desvendá-lo é simplesmente vivendo.
A sensação é tão intensa, quando renovados por ele, que é como se um mar de águas arrebatadoras nos submergisse, como se o corpo dissesse “ainda estou vivo, há um coração que bate”, e o metido açoita tanto que parece querer se mostrar para pessoa da qual quer atenção. Incontrolável, o amor subitamente vem e só vai quando quer, não adianta contar até dez, pedir pra não sentir, o impacto tsunâmico é irreversível. E as conseqüências, essa parte é engraçada: choradeira de felicidade ou tristeza, pulos, puxar a gola da camiseta, ter crises de soluços estranhos, bater palmas... O duro é quando vem tudo de uma vez. Aquele frio horrível na barriga que ao mesmo tempo trás prazer, aquele nó na garganta, aquele imã te puxando a pessoa, tudo isso é sinceramente incrível.
Toda forma de amor é válida, amor correspondido que é bem satisfatório, amor longínquo que é uma dádiva e até amor platônico, oras, se você sente o amor pode se considerar privilegiado, você é capaz de amar, quer felicidade maior que essa?
Amor, o divino, o puro, o legítimo antinatural, amor de pai, mãe, filho, irmão, amigo, amor do reino animal, há existente coisa mais linda do que ver seres inocentes demonstrarem pra muitos que se consideram humanos o valor do amor? Esse sentimento que entorpece seres faz parte de cada um, cada coração unido por esse belo estado, todos envolvidos neste transe unidos em uma corrente única de afeto, na gostosa sensação de ser amado e amar, no saber de ser único e ser amado pelas suas diferenças, estar nessa jogada que o prêmio é simplesmente e esplendidamente o AMOR!

O que é amor para você?

Heliaz dos Santos Shauon.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Mera marionete.


A favor de meus semelhantes escrevo este texto.
Universo gay é tão colorido, é tão atrativo, e tão mágico, em resumo, é surpreendentemente alegre. Tantas pessoas que conheço, eu sinto, reconhecem em mim, aqueles que me conheciam antes de meu segundo aniversário, que estou radiantemente feliz, um alguém que antes não existia. Já aquelas que me conhecem agora se vêem afeiçoadas e coladas perante esta energia positiva da qual ouço e creio passar para as pessoas. Energia essa que é comentada, que é vista como luz ou simplesmente como esse a quem vos escreve, eu tenho certeza que há mais, acredito, espero, e me alegra ser a alegria do CRIADOR pairando sobre mim e inundando o meu ser, é uma harmonia tão fantástica quando somos o que somos, vivendo a maneira que fomos criados, que chega ser indescritível o que eu sinto o que milhares de homossexuais sentem. É essa energia que nos mantém sorridentes, contentes e sempre “coloridos”.
Contudo há quem discorde, o que de fato me entristece, pois além de não concordarem, o que é plausível, ainda por cima julgam. Seres robóticos, hipnotizados radicalmente para crer em algo embasado por interesses internos e mesquinhos. Eu fico admirado em não poder usufruir de um bom diálogo com pessoas dessa ordem, grupo, ou o termo apropriado de que se chamam, é uma diferença tão grande, talvez um abismo, que separa o livre do carcerado e o mais incrível é que esses se intitulam livres. Livres para o quê meu DEUS?, eu me pergunto. Seria inveja, negligência, ou uma simples procura de mudança de hábitos e periodicamente de vida?
Ok, quem sou eu para dizer que uma pessoa pode ou não pode mudar de crença, de ideais ou de imagem, sou totalmente a favor da abertura de novas chances, novos caminhos e diversidade de opiniões, todavia seria prudente esclarecer que o contrário não acontece, essas pessoas das quais citei se “importam” demais com nós gays e com o mundo diferente do qual elas não fazem parte, se preocupam a ponto de invadir a nossa opinião, a nossa “escolha”, se tornam inconvenientes, um exemplo que certamente JESUS não deixou para nós ao ser obediente, paciente e respeitador, mas isso não é nada, o pior é quando eles estão a ponto de mandar em um país, dominar o poder e enfiar goela abaixo o que eles acreditam para todos, tomando para si direitos que só lhe interessam, fazendo movimentos para que não se vote em fulano porque este é ou apóia movimentos LGBT, não vote em ciclano simplesmente por ele não pertencer ao nosso credo, é uma guerra fria religiosa, onde olhares parecem ser amistosos, mas o coração é irado e preconceituoso.
Já houve vários exemplos de fanatismo no passado que não deram certo, um dos mais famosos, a Inquisição, onde inocentes eram mortos, torturados e massacrados por serem meramente diferentes do que “DEUS” queria, como se esses que julgavam essas minorias fossem perfeitos, e o hipotético é que usavam métodos “santos”, como degolamento e fogueiras, aqueles que não vertiam sangue, o medo do inferno era grande nessa época, dava para se ver (Valei-me DEUS).
Eu acordo e não há um dia do qual eu agradeço do jeito que nasci, o jeito que DEUS me quis, é sensacional ver tudo diferente, tudo novo e renovado, muitas portas de casas de amigos antigos se fecharam, muitos olhares se tornaram furtivos para mim, mas o triplo ou mais de portas se abriram, isso para mostrar que não preciso de estereótipo para viver. É para as pessoas falarem mal mesmo e sentirem inveja do que fiz, que é o que elas sentem quando me olham, tristonhas vivem essa correria na inércia para chegar a um ser perfeito, enquanto o perfeito sempre esteve na sua mente, aquele que sempre foi você, mas eu entendo, pois só se é você quem tem coragem de enfrentar esse grupo que te obriga a se embolorar entulhado nas mentiras de um ser criado por eles, uma mera marionete.

Heliaz dos Santos Shauon.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

"Autoconfiança", "Engano".


Autoconfiança, algo que me falha, que me erra, me foge, não me menosprezo nem me faço de coitado tampouco, só que sei de minhas limitações e percebo o que sou e o que não sou.
Não posso dizer também que não a tenho, seria conversa da minha parte, com certeza em algum momento me sinto bem com algo, faço coisas confiantes, porém em comparação com as que eu realizo com temor, as autoconfiantes são em uma escala bem menor.
Contudo não me sinto inferior a quem enxerga tudo azul, vivo de bem com a vida mesmo sendo escura às vezes, prefiro ter dosagem da realidade frequentemente, a ser enganado por eu mesmo.
Engano, por ele fazemos loucura, acreditamos em errados, somos avessos de nós. Nunca quis agradar alguém para se sentir bem consigo mesmo, nunca fez algo que não queria para impressionar? É normal enganarmos, basta dar asas a imaginação e deixá-la trabalhar com a metidez, fazemos imagens que tomam nossos lugares e vivem nossas vidas, nos obrigamos a sentar e assistir alguém se deliciando do que poderíamos desfrutar. Por isso não entregue a toa sua vida a alguém que não existe, não engane a quem se engana também, não se iluda, não caia em uma armadilha de alienação, mas tenha coragem em assumir a sua imagem, tenha orgulho, tenha simplesmente autoconfiança.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ideais, Sonhos e Esconderijos.


“A vida não se resume entre bem e mal, mas em crenças, acreditar em ideais diferentes causam inimizades...” assim digo em uma frase que escrevi, eu estava me analisando e vendo a força que tenho, a disposição, são nulas, em vista de quem eu admiro sou um simples amador, um reles mortal, cadê meus ideais, cadê as minhas lutas?
O comodismo tomou conta da nação brasileira, ou será que é o medo? Nenhuma dessas coisas são boas, mas covardia é humilhante para um povo, terem temor de lutar pensando nas consequências, que isso?! Eu tomei a decisão de nunca mais me esconder e o que agora eu posso alcançar, estou me esforçando para alcançá-lo, cansei de cruzar os braços para um futuro promissor, cansei de aceitar a mediocridade e me forçar a pensar que é confortável tê-la por perto.
O que não me assusta, porém me incomoda, são pessoas muito bem preparadas psicologicamente e culturalmente se limitar por religião, se tornando hipócritas e contraditórias, usam e abusam de palavras, fazem enigmas e enganam muitas pessoas, falam o que todas querem ouvir, contudo nunca é objetivo naquilo que quer dizer de verdade, encobre verdades por mentiras, comove pessoas, todavia não faz nada por elas, vivem em esconderijos e suas identidades são desconhecidas, pessoas inúteis que se tornam essenciais, pessoas sem ideais que alimentam ideais de muitos, pessoas escuras que levam a “luz” a covardes.

Heliaz dos Santos Shauon

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O medo do medo.


Quanto medo do medo, esse medo que se esconde por trás do medo que você cria.
Que adianta esconder o medo se o medo não se esconde? Por que esconder o medo com o medo se mentiras são frágeis e por medo são inventadas, que medo do medo é esse?
O medo não é antônimo da coragem, há uma linha tênue que os separa e os une, essa linha neutra da omissão, por medo se omite e por coragem também, se esconde em escuros e o medo enjaulado só corrói o escudo do seu próprio material, o medo te faz humano, o medo é parceiro da coragem, o medo protege e a coragem vence, o medo é realista e a coragem é otimista, juntos são a vitória, separados a derrota, omitidos a morte.

Heliaz dos Santos Shauon.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Cheiro de realidade.




Vivência de uma vida incerta, de um mal-estar em cima de coisas que dizem ser “boas”, o contrário do certo que é visto com olhos do bom caráter e conduta adequada.
Junta palavras jogadas ao vento e monta uma frase sem nexo, pessoas aplaudem e vibram com sua futilidade, a fama usurpa o talento, o cérebro diminui em decorrência da ignorância.
Sua conversa se resume em três palavras, palavras frias e de índole duvidosa, você é sujo, suas falas são trevas, seu jeito é mesquinho e sua alma maltrapilha.
Qual a importância de ser uma pessoa aclamada, quando a sua maioria não raciocina? Alienação hoje em dia é fácil, difícil é conquistar com seu pensamento sem impor nada a ninguém.
Sua auto-estima é frágil, grande em orgulho, pequeno em valor, seu ser só é autista e cego, se isso é auto-estima, então me perdoe, não temos a mesma opinião.
Sou o único que disse a você o que é certo, você tem consciência disso, pude ler em seu rosto e ver em seus olhos, não quero te maltratar nem te julgar, porém você não é maduro para entender que certas coisas são naturais, movidas pelo grande destino, esse tempo incógnito que independe de ficção das horas humanas.
Vá em frente, sinta o poder da glória a te alcançar, todavia no fim o fracasso é que te espera, faça algo memorável e não agradável, o grande destino aguarda coisas grandes , mas o destino quem faz é você próprio.

Heliaz dos Santos Shauon.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Julgamento com base na visão alienada.


Antes de julgar olhe para você, perceba que a sua conduta é frágil demais, veja que o que você espera de si mesmo é mais do que obterá realmente.
Nesse enigma são quebrados corações, são tiradas esperanças, são desencorajados os desejos, já parou pra pensar que você é nada mais do que um assassino de almas?
A alma é um figurativo, uma junção de desejos, sentimentos, cores, sons e personalidade. Equilíbrio frágil. Pode ser comparada a um simples copo de cristal ou a uma corda bamba, e sua palavra pode ser o movimento em falso que levará ao chão, que quebrará a essência do frágil estado surrealista.
Analise, busque, entenda, ouça, reflita. Todos têm o poder de enxergar tudo diferente, de inovar e renovar, de sentir em uma intensidade distinguida.
Um dos meus ideais, dos meus pensamentos ao qual tenho dado crédito, que acho de suma importância pra você e pra mim é, divulgue suas idéias para que outras pessoas reflitam, argumente, busquem saber mais, não tente alienar ninguém, você irá conseguir facilmente, o verdadeiro heroi é aquele que sabe ouvir, que entende mesmo tendo para si sua realidade, sabe separar o seu dos demais. Não julgue, apenas tente entender, reflita sobre tudo e no final viva sua conclusão, desfrute de sua própria realidade e saiba admirar a visão alheia sobre tudo, mesmo não concordando, pois o que é seu estará sempre com você, mesmo se você abandonar no que realmente acredita.

Heliaz dos Santos Shauon.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Uma causa nobre, defendida erroneamente.


Pensando, pensando muito, resolvi dizer o que não queria, mas me sinto obrigado a pronunciar sobre esse assunto.
Gays, lésbicas, homossexuais em si, o que vem a sua cabeça quando se ouve essas palavras? Claro, você há de concordar, que surgem frases do tipo “que nojo”, “isso é inaceitável”, “abominação”, “Deus repudia essa prática” e a campeã de todas “eles são promíscuos, um bando de sem noção que busca se aparecer...”, essa é com certeza a imagem que você tem dos homossexuais.
Chegamos a uma era em que a diversidade se mostra, ela está presente em qualquer lugar que se vá e não se limita por religião ou política, ela é uma parte do ser humano. Todavia aparecem alguns gays, que pode ter boas intenções para defender esta causa, mas não tem conteúdo para sustentar um diálogo e também há aqueles que amam aparecer e usam dessa situação para causar polêmica, acham que estão arrasando mostrando as partes de seu corpo, falando besteira e ridicularizando a si próprio. Eles não vêem que estão sendo piadas para tantas pessoas, sendo humilhados, contudo o que importa é entrar em foco, não importa o jeito.
Aí acontece aquela “mobilização” em que o Brasil é recorde de espectadores, a Parada Gay, que parece mais carnaval do que reinvidicação de direitos, onde tudo é liberado, tudo é lícito, eu não tenho nada contra a Parada, muito pelo contrário, acho muito dez e vou para me divertir, está na hora das pessoas decidirem se é uma festa ou uma manifestação, pois as duas com certeza não é, manifestação é coisa séria, é enfrentar líderes e protestar a favor de seus direitos.
Quando vejo alguma figura gay reclamando, dizendo que quer respeito e afins eu penso, por que você primeiramente não se respeita? Por que ao invés de se ridicularizar e querer aparecer não defende de verdade a sua causa, abrace-a verdadeiramente e não se contente com risinhos e aplausos.
A homossexualidade não é uma doença, muito menos problemas espirituais, ela é como a heterossexualidade, não se escolhe, apenas nasce com ela.
Se você heterossexual ler este texto, olhe para dentro de você, isso é um apelo, olhe lá no fundo, relembre quando você foi humilhado por qualquer motivo, veja como é doloroso enfrentar isso, o que você passou algumas vezes os gays passa todos os dias, ainda mais por algo que eles não escolheram.
Você homossexual, está amando o quanto é ridicularizado? Você sabe que a cada dia é um transtorno, um fardo a qual carregar, mais piadinhas, mais gracejos.
O meu conselho vai para todos, você cidadão, antes de defender a sua causa defenda seus valores acima de tudo, pois sem eles, sem o caráter, não temos motivo digno a qual defender, não temos moral para erguer uma bandeira em nossa proteção, não teremos nem força sobre o julgamento que será feito sobre a nossa integridade.

Heliaz dos Santos Shauon.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Viva as diferenças


Neste mundo vasto de culturas e etnias é ultrajante as pessoas ridicularizar outras diferentes esteticamente e culturalmente.
Isto mostra o quanto todos pregam os direitos humanos, buscam recursos e benefícios, mas a maioria não sabe conviver com a diferença. Horrível ridicularizar um indivíduo em prol do bem estar de outros, satisfazendo seu senso de humor sem um pingo de auto-visão.
Vários ditos-cujos se envaidecem por estarem em um padrão de beleza e social ideal, porém saiba você que cada um é ser humano, com sentimentos e frustrações, não é porque vivemos em uma democracia que podemos manifestar todas as nossas opiniões, o mesmo direito que você tem de falar a outra pessoa tem de não ouvir.
As feridas causadas por ações ou palavras maldosas marcam mais do que agressões físicas, isso já é manjado, eu sei que cada um que ler este texto tem um fato para contar sobre uma coisa que machucou seu eu interior, pode ser a pessoa mais segura, o tipo mais lindo, alguma hora algo não agradou quando se ouviu. É pensando nisso que venho em prol da classe minoritária dos diferentes, aqueles que você nunca deu bola, saiba que dentro deles vive uma pessoa bela, alguém que sabe ver o mundo diferente, alguém que saiba amar infinitamente, alguém que saiba perdoar incondicionalmente, alguém que provavelmente você tenta ser, mas seu ego o impede de ser bonito realmente.

Heliaz dos Santos Shauon.

sábado, 16 de outubro de 2010

A jovem injustiça (conto).


Naquela tarde ensolarada, onde a força do Sol teimava em adormecer, laçados eram dois jovens no ato simbólico do casamento.

Na noite de núpcias o coração da moça batia acelerado, sonhara com aquele momento a vida toda, uma mistura de curiosidade, paixão e medo era derramada sobre seu espírito. Abriu a porta e o que encontrou foi, digamos, inesperado, seu amante esperado estava aos roncos, aquela fria recepção aborreceu-a e ela deitou em sua cama inconformada. E assim foram-se os dias, semanas, meses. Ela insistia, persistia, mas era mais que notável que seu esposo não queria a aproximação carnal, ele dizia que o sentimento que os unia devia ser suficiente para os dois.

A frustração cresceu, cresceu, a ponto dela chegar ao extremo, levando o seu parceiro ao mais ridículo, o ponto mais humilhante que um homem pode passar, difamou-o e espalhou a todos que seu marido era efeminado, uma aberração. Na luta contra o preconceito a arma do rapaz foi o silêncio, não se pronunciou, não se defendeu, continuou com a caluniadora a julgá-lo.

A rendição aconteceu numa mesma tarde, igual a do matrimônio. Jazia no chão de pedra, em frente ao grande casarão onde morava o casal, o jovem homem, sangue escorria de seu nariz e boca e em sua mão esquerda, preso a aliança, estava um papel. Quando chegou da casa de seus pais, onde ela fora encontrar apoio, deparou-se com a cena de horror e seu olhar caiu diretamente no papel que dizia:

“Amo-te, em meus sonhos você era a pessoa que queria que fosse, que sempre sonhei que fosse, meu amor queria completar-se na forma carnal, meu corpo sempre quis se unir ao seu, mas reconheço que o amor que sentia era mais do que isso e pude ver que o seu sentimento não passava de uma paixão de adolescente. Antes de tudo saiba que o autor de tudo isso fora seu pai, sou aquele por quem ninguém nunca deu nada, aquele mísero mendigo de rua, em seu desespero o barão me fez um cavalheiro, ele já sabia dos meus sentimentos por intermédio de terceiros e aproveitou a chance para cumprir quais seja seus planos”.

“Havia um preço a qual eu deveria pagar, pois na vida nada se ganha, tudo se paga, e a promessa que ele me fez cumprir a todo custo, por Deus, foi preservá-la imaculada, não devia tocá-la, não deveria amá-la como homem, e assim fiz, pois sou sincero e prefiro morrer com a minha sinceridade, de nada importa integridade, pois nunca fui íntegro, porém você merece a verdade, e meu espírito abandona o seu provando pelo menos que meu amor ultrapassava a concupiscência e que entrava no campo espiritual”.

“Sinceramente, apesar de tudo, você sempre fora meu único, lindo, magnânimo e imaculado amor”.

O desespero, a culpa, o rancor tomou conta da alma daquela jovem, seus devaneios tornaram-se sombrios e sua busca por justiça havia começado.

Houve, conforme de costume, o velório e entes queridos fizeram-se presentes no momento amargo que se anunciou. Logo outra tragédia se formulou, o pai da “justiceira” passara mal dormindo, e seu fim naquela madrugada triste fora a morte. Logo se soube, pela jovem, que ela era autora do crime hediondo, envenenando a bebida do patriarca, todos se encheram de susto, exasperados alguns não tiveram reações, outros choraram, outros raivosos reagiram à atitude da moça, mas foi a mãe dela que deu a surpresa. Em sua mão encontrava-se outra carta com a seguinte mensagem:

“Nunca quis a torná-la infeliz minha filha, visei somente o seu bem-estar perante a sociedade e a seu esposo, nunca o desconsiderei por ser mendigo, mas incumbi a ele tal missão tendo total crença que ele realizaria com êxito, pois o amor dele, pude ver, era puro e grande”.

“Meus motivos serão explicados. Minha filha, você não é mais virgem, um irmão meu há muito tempo viera nos visitar, sua idade exata era de dois anos. Não sabia, contudo sua face escondia o monstro que vivia em seu interior, e ele se revelou durante a sua estadia em nossa casa, violentando você e retirando o selo sagrado, que Deus pôs para torná-la imaculada. Eu e sua mãe tememos por tempos o seu casamento, tínhamos medo do que se revelaria quando soubessem que você não era virgem, a humilhação que você passaria. Graças aos céus este moço se anunciou e logo tratei de concertar do modo que eu via mais jeitoso o que estragado fora no passado’.

“Sei que sou um covarde, principalmente por me pronunciar tardiamente, não podendo evitar tamanha tragédia e mais covarde ainda de não conseguir me dirigir a você, pois consigo sentir seu ódio”.

“Perdoe-me minha filha, espero que um dia entenda que fiz tudo isso, mesmo que erroneamente, visando somente seu bem, pois a amo com o mais profundo amor”.

Tamanha foi a depressão da jovem, o horror que percorreu daí em diante em suas veias foi inevitável, o preço a ser pago pela tamanha injustiça. Esta moça ainda vive, está aí, em qualquer canto, está em você, está em mim, ela é o julgamento que você faz todo dia das pessoas, e a obstrução das chances de aproximação de similares, o rancor que você guarda, o ódio que você sente, o poder de não perdoar a você concedido, a luxúria da superioridade que o domina, as trevas, o abismo, a análise prévia dos semelhantes sem base,sem um pingo de solidariedade, sem o mínimo de amor.

Heliaz dos Santos Shauon.

domingo, 26 de setembro de 2010

Honra a bandeira!



foto da revolução democrática de 1964.

Mais uma vez a chatice de sempre, horários eleitorais, papéis e panfletos, folders, outdoors, placas, etc. A eleição chegou e com ela a disputa pelo poder, a indecisão dos eleitores e a grande responsabilidade de exercer a democracia.
De novo a jogada de sentimentos, a música marcante de fundo, os bilhões empregados em propaganda. Mas quando vamos buscar saber mais sobre os candidatos ficamos decepcionados por eles não serem o que vimos em seu horário de marketing. Bom se a maioria tivesse interesse real de descobrir em quem estão votando, melhor ainda se fossem atrás para ver seus planos de governos e não só se contentassem com o horário político (que muitos não assistem) e debates um tanto confusos onde o tempo é escasso.
Porém, infelizmente, a realidade é outra, o Brasil tem tudo para ser a futura potência mundial, possui uma grande variedade de culturas fabulosas e a maior floresta do mundo recordista em biodiversidade. Apesar de o ensino ser um tanto fraco ainda conseguimos ver jovens prodígios que fazem a diferença e que por si só poderiam obter um grande futuro, não fosse pela falta de interesse do governo, há aqui também grandes matérias primas, uma enorme quantidade de alimentos também que é de dar inveja a qualquer outra república (ou monarquia em alguns casos). Todavia as autoridades estatais se recusam a exercer a democracia, abstém-se, levando seu próprio país a falecer. Que nacionalidade, essa é a honra a bandeira que nossos líderes têm?
A sociedade tem que parar de acreditar que é uma pessoa que faz tudo, não iludir-se que o poder está nas mãos dos políticos, quem puseram eles lá? Nós, a população. Eles só estão lá para atender as necessidades de seu próprio povo, administrar as riquezas em prol de todos e entender que o poder de decidir o que é melhor é da nação inteira, pararem de se orgulhar por suas obras feitas, isso só é ofícios, mera obrigação, e orgulhar-se pela coisa certa: honrar a vontade unânime creio eu, de levantar o país que toda a nação deseja e espera ter e dar crédito a ela, pois essa sim merece ser louvada pela garra, determinação e coragem, então comecem a cumprir a democracia em si e vejam que este país é o de todos e para todos.

Heliaz dos Santos Shauon.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Nada além do incompreensível.


Envolva-se com o manto da brisa, toque e sinta o frescor e maciez de sua textura, dentro de seu corpo ela transbordará paz e conforto, então a inspire.
Nessa terra que piso agora posso descansar meus pés, maquiagem natural independente da beleza, cor rubra, negra, branca, sem preconceito. O cheiro terroso me fascina, embarca-me em tempos já perdidos, sendo superior a mim ela permite, mísero que sou, ficar acima, generosa em tudo o que faz.
Lambe meu corpo, carinha minha pele, a água inconfundível, o elixir da vida, a razão de nossa existência. Banho-me e de meu corpo é retirado às impurezas de minha alma, a tristeza é engolida e logo sou o leve existir, o renovado ser em um novo estar.
O poder, a renovação, fogo, a descoberta que não existe, pois não se pode descobrir o que eterno é. A ira e o ódio dominam-me quando estou perto da sua excelência devastadora, o belo pouco apreciado, o temor, nós os controladores não conseguimos controlar, digno de respeito, pois sem ele nada se tem, tudo começa e termina na força e na explosão do seu durar.
O equilíbrio do espaço, a exatidão e perfeição do que nos rodeia, a força maior que nos envolve, Éter que para sempre será lembrado, pois a vida sem a exatidão do grande destino nada seria além do incompreensível.

Heliaz dos Santos Shauon.

Modifique-se


Faça da dor sua esperança, faça do medo sua coragem, faça da morte sua força vital.
O rancor que está impregnado reutilize-o, faça dele a vingança de seus antecessores.
O ódio que está enraizado modifique-o para amor a seu povo, recompense-os, vangloria-se.
Não há do que se envergonhar, você só é humano.
Não tire sentimentos do seu coração, eles fazem parte de você, apenas reutilize o que você possui, faça com que tê-los valha à pena.
Os sentimentos são confusos, organize-os, controle-os, domine-os antes que eles te dominem, os use para sua própria proteção, para seu poder, você sabe que isso o agrada, você sabe que o poder é desejável, o poder é almejado por vários, mas obtidos por poucos.
O poder nada mais é ter a posse de algo superior a compreensão da maioria, o poder é ser diferente, o poder é superar, o poder e ter autocontrole, é saber administrar os instintos juntamente com a razão...

Trecho tirado da série Nan, A Destemida, escrita por Heliaz S. Shauon.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Que entre em foco sua visão!



Eu venho de novo tentando te mostrar as personalidades fortes da atualidade fazendo sua mente, influenciando você sem que perceba.
Engraçado, esses dias eu ouvi em um vídeo dizendo o seguinte: a igreja se “trancou” em seus problemas internos e esqueceu o de sua própria nação. Como se problemas fúteis pudessem ser comparados com o de uma nação, mas mesmo assim eu aconselho a essas pessoas verem os seus defeitos antes de tomarem atitudes.
Eu estou conseguindo ver uma grande união, onde farão calar qualquer cidadão sobre sua verdade ou pensamento. É o cúmulo ter como pensamento restringir direitos de cidadãos diferentes da “grande maioria” e comparar coisas tão absurdas como aborto, tráfico de drogas, com isto. Isso se chama tendencionismo, criminalizar coisas que nem ao menos o cidadão decidiu, com a crueldade de torturar e matar uma vida ou ridicularizar essa situação tornando-a uma coisa horrivelmente ilícita, como tráfico de drogas.
O plano de muitos é alienar você que está lendo este texto, querem tirar a liberdade de semelhantes ou quem sabe a sua mesmo, para que as ideologias antiquadas e avarentas deles possam ter valor. Lei da mordaça, que nome estranho, nós queremos tirar a mordaça não só de nossas bocas, mas o véu que encobre quem somos e o que realmente pensamos, na verdade essa grande parcela é que está com a mordaça preparada para ocultar não só a voz, mas o cidadão diferente por inteiro, ridicularizando e impondo ideologias absurdas para que as pessoas se acomodem para não terem participação nem voz.
Depois de lerem este texto eu espero que consigam ver quem está te manipulando, comparem ações desses fanáticos que se julgam cristãos as de quem eles duramente criticam, seja justo e pese as palavras dessas pessoas sem escrúpulos, seja cristão e enxergue o amor que muitos dos criticado tem em relação ao próximo e o ódio e desprezo que esses alienados têm por nós, seja humano e tente entender que esses raivosos são nada menos do que irracionais incompreendidos e que nós tentamos entender qualquer situação, pois sempre vivemos sobre as mais brutais, a desvalorização, o desreipeto e o exílio de nós mesmos.

Heliaz dos Santos Shauon.

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