domingo, 21 de novembro de 2010

Amor Proibido na Remota Idade Média.

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Prefácio

Em um dia frio tudo terminara, aquela neve me cobria, as lágrimas se não cessaram haviam congelado.

A luz do Sol fraco entrava entre as frestas da cela, mas não derretia aquele cobertor branco que jazia sobre mim. De repente sinto algo me puxar, na verdade eu não sentia, meu corpo só avisava bem distante que alguém me puxava, pois o espírito havia se distanciado em busca de refúlgio.

Quando dou conta do que meu corpo falava, me via de quatro, em cima de uma madeira grossa e redonda, e sem delongas o soldado investe contra minhas costas com um chicote. Em sã consciência eu sentiria uma dor absurda, pois onde era arremessada aquela corda de borracha e ferro abria-se em grandes cortes no meu dorso , escorria sangue, que pingava e se destacava na alva neve. Mas estava longe demais para dar crédito à carne, eu sentia que algo além da compreensão fora retirado de mim, nada servia mais nesse plano mundano, de nada adiantava viver.

Ao longe ouvia gargalhadas e insultos, calculei que estava em praça pública. Experimentava em meu rosto sensações de pequenos choques e quando forcei minha visão vi um menininho louro que cuspia em meu rosto e me dava socos, essa era a causa de tanto estardalhaço.

Logo tudo escureceu, vi o deslumbre de alguém alto vindo em minha direção, houve um choque maior seguido de paz, mas o martírio apenas começara.

Heliaz dos Santos Shauon.

1 comentários:

dannybaioco disse...

Muito bom, msmm. gostei bastante.

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