quinta-feira, 7 de julho de 2011

Meu lindo amor impossível.


As grades da deslealdade do destino me encarceraram, os olhos negros da verdade me vigiam e a boca da mesma emite-a fortemente aos meus ouvidos.
Repouso nos seus braços, toco ternamente seu rosto e você sorri aquele sorriso que só lhe foi dado, bocas carnudas se colam e línguas apaixonadas se acariciam, graus Celsius a quarenta, batidas a mil por hora. Só pensamentos, visões de um futuro previsto por um mal cigano, charlatão dos bons, rico, se banha em sonhos mal sonhados.
Compre uma visão raio-X e veja que meus rins precisa de sua água de carinho, meus pulmões precisa de sua respiração ardente em paixão, minha mente precisa de sua imagem, minha pela necessita de sua transpiração, meu coração quer seu amor, tenha uma dessas e comprove o que eu sempre digo, meu ser é seu e precisa de ti.
Dê-me suas mãos, estica um pouco mais e me arranque do abismo da sua negação, soe sua voz para que eu possa ouvir o seu “eu te amo”, venha ao meu encontro que estou ainda aqui, a sua espera, a espera do meu lindo amor impossível.

Heliaz dos Santos Shauon.

sábado, 11 de junho de 2011

Amor Confundido.


Em uma solidão angustiante é que você faz falta, é na escuridão sufocante que você se ausenta, voa para longe e me esquece.
Ah, quem me dera poder ao menos te demonstrar meu amor, você acredita em coisas vãs e o real sentimento que vaga sobre seus olhos você ignora, por que essa insistência em não aceitar? Falta coragem para enfrentar realmente o que você sente?
Há luz, mas não é otimista, há pessoas, mas não quebram o meu isolamento, elas nada têm a ver com o que sinto nem com o que sou, simplesmente heterogêneas a tudo que me pertence.
É relativo o amor? Faça-me um favor, confundir ambição com amor, achar que infantilidade, mesquinharia, disputa e desejo de posse pode ser amor é muita ingenuidade, para não ser grosseiro.
O amor verdadeiro é diferente. É o sofrer calado, é a não insistência, mas os esclarecimento dos fatos, é a vontade de ver a pessoa amada feliz independente da sua felicidade, pois se a pessoa for feliz você também estará bem-aventurado.
Realmente você está sendo enganado por uma multidão, eu não queria que se machucasse, todavia talvez seja bom para refletir e, talvez, com a sorte do destino, eu consiga mostrar-lhe o verdadeiro significado do amor.

Heliaz dos Santos Shauon.

Cruzes.


Cruzes. Para todos os lados dá para enxergá-las, despontando de ombros calejados e feridos pelo destino cruel. São feitas por mãos de ferros e línguas charlatãs, que por diferenças mínimas são usadas para calar uma minoria.
O exército vem com armas de ponta e astúcia do mal, corajosos mal-feitores, horríveis hipócritas.
O mar dos prazeres é enfim aberto, e as regras julgadoras são lançadas a fim de aprisionar os gananciosos. Esses por sua vez agarram de corpo e alma tudo o que lhe oferecem e obedecem a absurdas contradições de si mesmo para terem o que querem. Mas realmente, o que essas pessoas mais temem é a morte, e o que mais almejam é o prêmio que lhe oferecem sem ao menos possuí-lo, o dom da vida eterna, e nesse emaranhado de petições e mentiras o abandono é inadmissível e sua conseqüência é irrevogável.
Essas pequenas verdades em volta de grandes mentiras transformam pessoas, retira seus sonhos e as tornam incrivelmente iguais, e quem é diferente punido é por apenas ser ele mesmo.
Eles esquecem que existiu um diferente, um indivíduo peculiar e único que apesar de não fazer diferença entre pessoas sabia reconhecer cada um da maneira como esse é. Eles olvidam que existiu um ser amoroso e comedido em suas palavras que pediu para que os que cressem nele seguissem seus passos. Ele nunca pediu que o imitasse, que é bem diferente de se espelhar, ele queria simplesmente que as pessoas fossem justas, amorosas e pacíficas, queria tirar o mau julgador de suas bocas e colocar o bem acolhedor no lugar. Eles não seguem o Jesus que pregam, e naquele dia posso vê-lo dizendo que não conhece essas pessoas apesar de terem lhe dirigido palavras várias vezes. Eles deixaram no fundo da memória a face do mau e o segue sem culpa por conta disso, fazendo as cruzes que vemos por aí, as cruzes da opressão, do medo, da angústia, do ódio, da morte de almas...

Heliaz dos Santos Shauon.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Para Você...


Pra onde vou você está lá, onde quer que meu pensamento vague ali está sua figura sorrindo, aquele rosto sereno, aquele lindo sorriso, aquela forma inconfundível de ser.
Tudo me chama atenção, meu desejo é ir ao seu encontro e te amar como nunca amei ninguém, te abraçar e nunca mais te soltar, te beijar como se fosse o último beijo da minha vida.
O céu não é mais tão bonito depois que te conheci, o Sol não tem o brilho que outrora possuíra majestosamente, pois você o ofuscou completamente, nem todas as infinitas estrelas do universo seriam capazes de substituir o espaço vazio que você causou depois que te avistei.
Depois disso tudo só me resta entoar uma canção que me lembra você.
Todos os amores
Que passaram antes
Eles não se comparam a você
Não se assuste
Apenas me dê um pouco mais
Eles não se comparam a você,
Todos os amores.

Uma vez desacreditei do amor, mas agora sei o que muitas pessoas me falavam, ele existe e está demonstrando isso em forma de você, o meu amor nada mais é que você, o meu coração só irá se contentar quando eu tiver você, a minha vida agora se resume a você e o meu futuro está e sempre esteve predestinado a Você.

Heliaz dos Santos Shauon.

O Poder em minhas mãos.


Serei mágico. Serei capitão. Serei padre. Serei fanfarrão. Serei alegre. Serei Baltazar. Serei uma febre, Navio em alto mar.
Serei rei. Serei bem feitor. Serei o vilão. Serei o amor. Serei a tristeza. Serei João. Serei um carro, na contramão.
Serei mendigo. Serei o maioral. Serei a luz. Serei Rouxinol. Serei a bravura. Serei Lara. Serei a pena, que livremente ao vento vaga.
Serei animal. Serei canibal. Serei inteligência. Serei racional. Serei a frieza. Serei Lazarar. Serei a miragem, que na exaustão há de estar.
Serei mãe. Serei o afeto. Serei o longe. Serei o perto. Serei o infindo. Serei Marta. Serei o avental, que a tudo suporta.
Posso ser você, posso ser eu. Posso ser um foguete, posso ser seu. Posso tudo, até o nada, escritor sou e me orgulho, o futuro é promissor eu lhe asseguro. Sou letras, palavras, sou Maria e José, sou a água a terra, o que você quiser. Nesse texto expresso quem sou, mas não sou esse, sou a vida, sou a mente, o coração que deleita nas escritas, que passa ao papel o que sente. Só não posso ser na realidade da vida, o amor que queria, mas em um dia começou então isso terminará um dia.

Ter a honra de amar essa expressão nobre da escrita é a minha vida, agradeço a DEUS, ao Universo, por esse dom maravilhoso, dom único, dom de entendimento universal.

Heliaz dos Santos Shauon.

Desejos ao Universo!


Joguei as cartas, fiz os pedidos, entreguei meus sonhos e enviei meus desejos há um existir infinito.
Minhas angústias foram esquecidas. Meus problemas são conseqüências, mas de agora em diante espero diminuí-los a quase zero.
Luzes a dimensões me cercam, piso em estrelas que mostram um caminho mais perfeito, sendo mais exato, “o caminho melhor a se seguir”. Essa escuridão nunca se torna completa, pois a esperança é a luz que me guia, a fé é algo que se torna efetiva em minha vida e é indispensável para a minha saúde espiritual e física.
Esses reflexos do Eu paralelo se dá ao eu de agora, o Eu visível. E esses emaranhados de Eu’s que se formam são consequências de tanta complexidade de mim mesmo. Cada Eu e seu desejo, cada mim e suas formas, cada sou e seus trejeitos, cada quero e suas recompensas.
Extremamente diferente do que poderia imaginar é essa experiência que vivo, pode me chamar de sonhador, iludido ou alucinado, porém todo dia é melhor que o outro, as surpresas do Grande Destino são enormemente adoráveis, deixe seu espírito trafegar pelo infinito, deixe sua alma sonhar a vontade e desejar os sonhos, se na realidade ainda não existe, sonhe, eles se tornam realidade, basta entregar os seus desejos ao Universo!

Heliaz dos Santos Shauon.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Conto: Até onde vai esse ódio?


... – Vamos tomar um ar? – perguntei a Roberto, meu amigo de balada. Ah, tinha que contar o que havia acontecido, a felicidade tamanha devia ser exposta – conversar? Preciso muito falar com você.
- Que isso Venâncio, a balada mal começou, depois você fala – ele insistiu pra ficar mais já na porta do estabelecimento, eu o forçava para que fosse comigo – vamos curtir!
- Ah, mas é importante – eu argumentei – vamos dar só uma voltinha na quadra, já voltamos!
- E aquele gato que tava com você?! Meu amor, homem igual aquele não cai do céu, deixar aquele deus grego embolorando, outro mofinho vem e pega, helloooo! – ele tentou me convencer, gesticulando exageradamente como sempre.
- É sobre isso Beto, vamos dar a voltinha – peguei-o pela mão, forcei-o a vir comigo até ele ceder, e fomos andar. Saímos, e pus-me a falar – ele me pediu em namoro!
- Sério?! E o que você tem na cabeça? Minhoca? – ele olhou pra mim indignado.
- A, não sei, ele é lindo – andávamos devagar, Beto um tanto contrariado ainda – mas ainda falta algo.
- Ai ai ai, você! Nâncio você é lerdo, se aquele não for o príncipe encantado, com aqueles brações, corpo escultural e cara de anjo, eu não sei o que é – eu sentia ali um pouquinho de inveja e fúria, por eu poder aquele homem em minhas mãos e esnobá-lo.
- Acho que ele é demais pra mi... – Beto fez um basta com as mãos, me interrompendo.
- Olha, se ele está interessado é porque te acha à altura dele, e outra, se você ficar nessa ninguém vai te querer, seja alto astral, você é bonito, inteligente, se valoriza! – ele concluiu.
- Você acha que devo aceitar então? – eu queria que ele me dissesse ao contrário.
- Claro! Toda pessoa não é pra você, para com essa mania de inferioridade e deixe rolar – respondeu irritado.
- Ok, tudo bem, vou aceitar, mas se não der certo a culpa é sua – tentei alertá-lo.
- Se não der certo não deu! Oras, nem tudo é para sempre – chacoalhou a cabeça e indignação.
Íamos calmo pela rua, dando a volta na quadra. Mais a frente havia uma multidão que se aglomerava em frente a um palanque, era época de política, por isso pensei que era mais um desses aí prometendo a cueca e a calça. Contudo, ouvindo bem, era parecido com um culto evangélico, até que discerni o que eles estavam dizendo.
“... O mundo está munido de imoralidades, o homem ceifa o que colhe, oremos para que Deus venha limpar nossa sociedade de tamanhas barbaridades...”
- Viu?! Somos as imoralidades que eles pregam, me dá nos nervos as pessoas nos julgarem por sermos assim, pagar nossas contas ninguém paga, agora criticar todos critica, vamos voltar – Beto não gostava que criticassem a condição dele, na verdade eu também não, todavia era mais relevante, na verdade é difícil viver em um mundo onde não te aceitam como pessoas de verdade, não reconhecem sua personalidade e seus pensamentos, julgam ser tudo obra do diabo, reprimindo assim tudo que acreditamos, vivemos e pensamos.
Mas o destino iria nos dar mais uma prova do quanto às pessoas odiavam-nos, ao virarmos uma esquina, entramos em uma ruazinha tranquila, de paralelepípedos, e era ali, eu e Roberto nos esquecemos, o refúgio de um grupo anti-gays. Caímos como ratos na ratoeira.
Não me lembro se eles disseram algo ou não, só sei que na metade do caminho eles nos surpreenderam, eram muitos, dezenas, pra mim uma multidão, pessoas desorientadas, tiradas de seu estado de sanidade, veio ao nosso encontro, àqueles olhos vermelhos como brasa, cheio de fúria e sede de sangue. Eu me lembro de ter gritado “Roberto, corra” saindo em direção contrária deles, senti um objeto pesado contra minhas costas, não pude saber o que era, na hora não doera, eu não pensava nada, só vinha em minha cabeça fugir dali, daquele lugar, me abrigar em um recinto seguro. Ouvi gritos, xingamentos embaralhados que não pude distingui-los, passos ao meu encalço, e o pior, pedido de socorro de Roberto. Aquelas lamúrias nunca mais sairão da minha memória, eu fui culpado de sair da balada, de entrar na rua com ele, eu não fui salvá-lo, eu sempre irei me culpar, sempre.
Corri o trajeto de volta até a balada, meu coração não batia, ele gritava, meu peito doía, minha caixa torácica parecia que viria a explodir, não conseguia mais reunir ar. Foi quando avistei o segurança, gritei sabe Deus como, “SOCORRO, PEGARAM ROBERTO, CHAME A POLÍCIA”, ele veio ao meu encontro e depois disso não vi mais nada, minhas pernas cederam ao nervosismo e cansaço, desmaiara.
No velório o caixão fora lacrado, tamanha era a deformidade de Roberto, quem o viu depois do ocorrido, quem teve realmente coragem de mirar ele, dissera que estava nu, com a pele toda cortada e roxa, um olho para fora, dedos atorados, uma horrível morte para alguém que apenas buscava sua felicidade e um mundo igualitário e melhor.
O mundo nunca terá espaço para todos, enquanto você acreditar que não somos iguais, enquanto você finge não ter preconceito, contudo é minado de ódio, enquanto você achar que nós precisamos de mudança. Quem deve decidir mudar é o indivíduo, e não as pessoas que o rodeia, se ele é feliz do jeito que nasceu, deixe-o viver assim. Você pode não acreditar, mas pode ser responsável por matar sonhos, frustrar corações, deixar órfãs famílias, assassinar mais uma alma esperançosa para viver!
Seja solidário, seja humano, respeite, não julgue!

Esta história é fictícia, mas podia acontecer com qualquer um, pense você ser massacrado, agredido por apenas ser diferente da massa? Você deseja isso pra si mesmo? Se não, por favor, não deseje pra ninguém, nós não merecemos o seu ódio ou julgamento.
Muito grato.

Heliaz dos Santos Shauon.

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